
A Bolsa Amarela conta a história de Raquel, uma menina que sente-se sozinha por sua família, que não é criança, mas ainda não é adolescente e que têm três vontades básicas: ser um menino, ser escritora e crescer logo. Com suas vontades subestimadas e reprimidas, Raquel entra em um conflito consigo própria, tentando descobrir ao longo do livro quem ela é. A partir de dado momento, a protagonista ganha uma bolsa amarela e coloca dentro dela todos seus anseios, desejos, aflições, medos e acaba por fazer da bolsa o personagem principal do livro. Deste momento em diante, Raquel acaba por misturar sua ficção à realidade, nos levando a desfrutar do seu mundo secreto.

Ler A Bolsa Amarela me fez refletir nos conflitos e diálogos que temos enquanto crescemos, mas, principalmente, nas diferenças que se tem da vida de criança e adulto. Ao meu parecer, nota-se neste livro que as crianças tem sempre uma capacidade de pensamento bem maior que os adultos. Talvez nesse caso, este livro seja totalmente voltado ao público adulto. Uma coisa é fato: Lygia Bojunga captura em seus escritos a total vontade de ser criança novamente que cada um guarda na nossa bolsa amarela interior.
Eu pensava que teria vergonha em escrever sobre tal livro aqui, principalmente por medo de ouvir o que as pessoas que leem aqui pensarão, mas agora, me veio à mente que isso é só mais um medo de adulto e que a criança dentro de mim não se preocupa com isso. Se você leu esse texto até o final, então não tenha medo de ler A Bolsa Amarela, você, com certeza, não vai se arrepender.
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